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Muito tempo depois, final do contrato com a EVP

Após cerca de 4 anos de contrato com a Everest Poker, está na hora das despedidas. A Everest Poker apostou em mim desde o meu início como jogadora de poker e acompanhou-me durante estes anos. Desta forma, tenho muito a agradecer a todas as pessoas que comigo trabalharam durante todo este tempo e que me proporcionaram muitas e boas alegrias.
Muito naturalmente, as coisas evoluem, novos desafios se apresentam, e a filosofia da marca adapta-se a novas realidades. Foram muitas viagens, muitos torneios, e muito respeito por uma marca que me esforcei por representar bem e com dignidade. Sinto que cumpri o objectivo.

Seguimos caminho, portanto.

Ainda me falta ter a certeza relativamente a algumas questões, como por exemplo, se vou continuar com o blog neste domínio ou num outro. Contudo, depressa darei mais novidades.

Agora, rumo novamente a Tróia já sem o patch da Everest.

A regulamentação do poker online…

A regulamentação do jogo online é um tema que tem vindo a ser cada vez mais discutido em Portugal.
Contagiados pelas alterações legislativas efectuadas pela Europa fora, mas acima de tudo, em Espanha, o assunto começou a ser discutido com mais fulgor, deixando-se prever que mais dia menos dia (mais ano, menos ano…) vai chegar a vez de Portugal fazer modificações nas leis existentes, que são muito pouco actuais e adaptadas à realidade.

Vou lendo várias opiniões sobre o assunto e tento estar a par do desenrolar dos acontecimentos. E claro tenho a minha opinião.

Idealmente, adorava ver o jogo online regulamentado, toda a actividade devidamente prevista, saída da indefinição, tanto no que respeita à lei do jogo, como no que respeita à lei fiscal. Com regras que fossem racionais, que tivessem em conta os especiais aspectos que rodeiam este mundo e que considerassem a especificidade do poker.
Portanto, não tenho dúvidas que esta regulamentação seria muito bem-vinda se, por um lado, tivesse em conta que não é possível (da minha perspectiva claro) termos um mercado português fechado, porque não temos jogadores suficientes para só jogarmos uns contra os outros (nos vários limites e tipos de jogo que existem) e por outro lado, no que respeita à lei fiscal, se tivesse em consideração que não faz sentido tributar os rendimentos do poker sem ser no esquema de mais-valias, em que é considerado não só o que ganhamos mas também o que perdemos ao final de um determinado período.
Inerente estaria, claro, a percepção de que o poker não é meramente um jogo de sorte e azar, e que merece uma atenção e regras específicas comparativamente a outros jogos, os chamados “jogos de casino”.
Seria neste cenário que adoraria ver este assunto discutido. No entanto, todos sabemos que nem sempre as coisas são como deveriam ser, e a insegurança de vermos este assunto tratado por pessoas muito pouco sensíveis às particularidades deste mundo, e mais sensíveis a estereotipos e preconceitos ultrapassados, faz-me temer que nos possamos defrontar com alguns problemas, se este assunto vier a ser discutido rapidamente, mesmo antes de ser criado o tão falado mercado comum europeu.
Assim, aquilo que espero é que rapidamente se institua o mercado comum europeu e que Portugal tenha o bom senso de abraçar este assunto de uma forma inteligente, percebendo as vantagens que poderia aproveitar a vários níveis, sem descorar o que já é socialmente aceite, fazendo as leis do país coincidir com a realidade social.

Venha a regulamentação do poker online… se estivermos num Portugal ideal…

Tróia (III) / Solverde Espinho / Fotos are back!!

Para finalizar este capítulo de Tróia falta uma última referência ao torneio deepstack de Sábado. 50k fichas iniciais e níveis de 40 min, com um buy in de 270€+30€. É um torneio com um boa jogabilidade no início mas, obviamente, como se percebe pela duração do torneio (sábado e Domingo) não podiamos estar à espera de uma estrutura muito longa sob pena de o torneio não ter fim. Assim, as coisas vão apertando lá para o meio.
Passei a Domingo em segundo lugar da geral, e no Domingo sofri com as desgraceiras dos dias 2 dos torneios. O culminar da desgraceira foi a mão final, em que tenho AdQh contra AcJd e vamos allin preflop. O flop parecia o melhor com QcQdJc, e só perdia com runner-runner-qualquer-coisa-que-tinha-que-deixar-de-pensar-porque-dá-galo… pumba pumba Kc no turn, Tc no river e já fui LOL

A novidade é que pela primeira vez desde há uns anos, voltaram as fotos durante o torneio. Como foi a primeira e para festejar, aqui fica. Mais uma vez, bom trabalho Tróia! Grande passo para conseguirmos estar na rota dos grandes torneios europeus, que tanto queremos ver em Portugal.

Este fim-de-semana, Solverde de Espinho. 260 pessoas!! OMG!! Mais uma vez passamos ao dia 2 no top 5 e no dia 2 foi todo a poucos dos prémios. Não ganho uma corrida e perco os 70-30. Dava jeito ganhar allins preflop. Ok… é a variância e qualquer dia isto vira.

Para compensar o “testamento” do outro dia que desconfio que ninguém teve paciência para ler, este post fica bem resumidinho :)

Até já!

Tróia Poker Tour II

No segundo dia em Tróia tivemos direito a programação especial de almoço :) Depois de muito nos recomendarem um almoço na Comporta, nada como pegar no carro e ir até lá. Dámos por nós na Praia da Comporta, num restaurante bar chamado Comporta Café. Um sítio muito giro, com uma esplanada em frente ao mar, uma decoração acolhedora, acompanhados por um sol estupendo. Um gato simpático passeava aos nossos pés. Era eu e o gato a deliciarmo-nos com aquele solzinho maravilhoso de Janeiro.

O almoço estava óptimo, e para digestivo, além de um licor oferta da casa, tivemos uma surpresa. Não é nada normal ver-se golfinhos daquele lado do mar, disse-nos o dono do restaurante, mas, para espanto de todos, lá estava um grupo de golfinhos a brincar nas ondas e a passar mesmo junto à costa. Claro que todos ficamos maravilhados com aquele espectáculo. É o que se chama sermos recebidos em Tróia como deve ser!

É claro que só podia estar a adorar, o que, diga-se, nota-se neste vídeo :)

Voltando ao jogo, começou o torneio high roller 6 máx. Começamos com 50.000 fichas e entraram 24 jogadores de luxo. Com um field “daqueles” não podia esperar uma mesa fácil… Portanto, à minha esquerda o Phounder, o Socioanonimo, Pedro Maia e o Paulo Sarmento. Mais tarde, entraram para a mesa o Sr. Jorge Carvalho e o Luís Cepa, e posteriormente, Ion Chelban.
Sabia que o jogo ía ser complicado, com bastante luta preflop, como um torneio 6 máx naquele field supõe. Preparei-me mentalmente para isso, e ía decidida a dar luta. Abordei o jogo de uma forma agressiva, defendi blinds e lutei bastante preflop, tentando cometer os menos erros possíveis. Tinha os ranges bem definidos na minha cabeça. Notei que apesar de bastante luta preflop, no postflop os potes não estavam a escalar muito, contra mim os ranges de value eram bastante curtos. Tentei habituar-me a este jogo. Raramente entrei nos potes em call, e aproveitei a iniciativa bastante bem, muitas vezes obrigando-os a foldar melhor. A grande maioria das fichas no primeiro dia foram conseguidas sem showdown, e muitas delas preflop.

Passei ao dia 2 com 95175 fichas e a minha mesa passou a ser à minha esquerda Diogo Borges, Leguito, Juca e o Diogo Cardoso, mais tarde, Isabel Carvalho.
Nesta mesa, tive duas mãos mais interessantes com o Diogo Borges. O socioanonimo estava a abrir muito, e eu fiz 3bet na SB, pela segunda vez em jogadas consecutivas, o que gerou algum chat na mesa. Estavamos nas blinds 800/1600. A minha 3bet é para 7200 e o Diogo Borges aposta 14300. Eu tenho TT. A decisão aqui não é fácil… Ele tem cerca de 100k fichas e é a stack efectiva. Se faço 5bet tem que ser para jogar para a stack. Call sem posição não é nada bom, mas fold também não me agradou. Sei que estou a representar forte ao fazer call. Sei também que fazer call em setmining é mau visto que mesmo quando caia o meu T não o vou stackar as vezes suficientes para que seja rentável, mas o que pensei na altura, foi que associando o valor do setmining ou valor de estar a representar muito forte e poder ter showdown relativamente barato se ele de facto não estiver fortíssimo, o call poderia ser a melhor alternativa. E foi o que fiz. O flop vem 8d2s5s e ele aposta 13,5k. Fiz call ao primeiro barril. No turn ele faz allin de 60,9k fichas. Ora, na altura o que pensei aqui é que ele não joga QQ e JJ assim, e estou a perder para AA e KK. No entanto, depois do meu call preflop e do meu call no flop, não saindo nenhma scary card que ele pudesse aproveitar se por acaso estivesse em bluff, acho que estou mesmo a perder para AA e KK e, claro, faço fold.

Umas mãos a seguir, abro no BTN para 4,5k, o Leguito, na BB, faz 11,8k e eu faço 4bet para 26k e o Leguito vai allin. Faço call com o meu AK contra o AcJc dele e faço double up.

Posteriormente perco a primeira corridinha da semana contra o Poças. Abro no BTN para 5k, ele enconta 50,9k e eu faço call com AJ contra os 22′s dele. Bate o meu A no flop mas ele acaba por fazer flush com o 2 de copas. Fico com menos 56k…nextttt

Depois tenho a outra jogada interessante contra o Segrob. Ele abre o pote no CO para 5k, o Poças dá call no BTN e eu faço squeeze para 16,5k e o Segrob dá call. Ele tem cerca de 115k na stack. O flop vem 6d4cTs. Ora bem, eu aqui optei por uma “jogada alternativa” com os meus JJ :b O normal seria ele pensar que com os meus JJ+ eu apostaria neste flop. Se o fizesse, espero call dele com um range também não muito grande… por isso, optei por tentar extrair valor de outras mãos que ele possa ter e enveredei por uma jogada que poderia ter sido meio desastrosa… :s mas acabou por não ser! Depois do meu check, ele aposta 10,5k e eu faço call. Neste ponto, estou com a minha mão muito pouco exposta, e acho que ele tanto me pode estar a colocar 88, 99, TT como talvez num AK que não quis foldar naquele flop ou AA e KK jogados de uma forma meia estranha (QQ e JJ acho difícil). O turn é um 9d e ele dispara 23,5k. Contra o Segrob e tendo o meus JJ muito mal representados, tendo induzido apostas por parte dele, não estou disposta a foldar. O que penso neste momento é qual será a melhor forma de conseguir mais valor de mãos piores que a minha. Acho que se fizer call, dificilmente ele vai mandar um 3.º barril no river com mãos piores do que a minha. Portanto optei por shipar no Turn, na esperança de que ele ainda me pudesse fazer call colocando-me num flushdraw de ouros. De resto, acho que, de facto, a linha que estou a seguir é de muita força, mas também acho que o é se fizer call… Basicamente preferi shippar o Turn porque achei que a conseguir extrair mais algum valor de mãos piores nesta jogada, deveria ser desta forma, caso ele começasse a pensar que não tinha sentido. Por outro lado, se levar call de mãos melhores, são mãos que também me apostariam o river e que eu estava disposta a pagar de qualquer forma.

A última jogada do dia que me colocou mais problemas foi um A9 na BB, já na mesa final, contra o Arise. Ele abriu todas as SB’s e defendia-se muito bem a 3bet, por isso optei por jogar o A9 na BB contra o raise dele na SB em call. O flop trouxe 9c5c3s e ele faz cbet e eu faço call. o Turn é um 5h e ele volta a apostar 25,8k. Esta 5 não devia ser uma carta muito boa para ele voltar a apostar em bluff, contudo, tendo em conta o range enormíssimo dele na Sb não foldo TPTK. No river ele volta a apostar 48k e aqui penso bastante, mas acabo por fazer call quando penso na minha mão e no range dele… contudo, ele tinha o queijinho, KK, e perco a mão. Na altura, achei que deveria ter foldado, mas com quanto mais gente falo, mais me dizem que o call é bom, e que ainda tivesse sido melhor fazer 3bet ou raise fflop, jogando para a stack… ora, acabei por me convencer que até saiu baratinho :b

Mais umas mãozitas e tive mais uma corrida que, esta sim, foi mesmo determinante. Estávamos na bubble, o Arise faz raise para 12k no cutoff e eu estou no BTN com AQ e raiso para 26.500, ele encosta 200.500 e eu faço call. É ele que está em perigo de ser eliminado e tem TT. Uma corrida para eliminar a bubble e para me destacar enormemente na chiplead do torneio… mais uma vez, perdi… Na mão seguinte, o Diogo (Cardoso) é bubble, e passamos ao dia 3, com os 4 jogadores ITM e eu com umas inglórias 77k fichas.

No dia 3, a mesa final começa com uma corrida AK contra QQ do Tomé Moreira contra o Sr. Amadeu Lima Carvalho, para assistirmos ào double up do segundo e, assim, me escapar uma etapa acima nos prémios. :b

A coisa não estava fácil e eu com cerca de 16 bbs, depois de ter estado allin algumas vezes. Já tinha deixado escapar algumas SB para o Tomé na minha BB, porque o joguinho estava mesmo mau. Desta vez recebo Q4ss, e faço raise na SB e recebo call do Tomé na BB. Acho que este raise, nestas situações, é muito opcional.. quer dizer, opcional muito para o lado de devia estar quieta… mas aquele pote e a minha stack chamaram por mim :) O flop trouxe AcQh5h. Tinha aqui duas opções: ou jogava em check raise allin ou apostava e já não gosto nada de foldar a ship. Contudo, optei na altura por apostar e o Tomé faz allin. O que pensei foi que não era provável ele ter o Ás visto que achava que ele teria feito allin preflop. Tenho 2nd pair, estou short, um pote enorme para a minha stack, e uma grande possibilidade de me defrontar contra um draw. Opto por dar call e vejo o KThh para flushdraw e uma overcard. O flush bateu no river e estava fora do torneio…

Ufaa, para amanha fica o deepstack que isto já vai muito longo!

Tróia Poker Tour I

Arrancámos Terça-feira para Tróia para jogar o Tróia Poker Tour, uma semana cheia de poker e muito mais. As expectativas foram mais que ultrapassadas, e apesar do cansaço imenso que ainda estou a sentir por tantas horas passadas nas mesas, o que fica na memória é uma excelente semana com óptimas condições e um ambiente magnífico.
Como já tinha dito no post anterior, joguei os três torneios que compunham esta etapa: o torneio de Heads-up, o torneio 6máx, e o deepstack.
O Casino de Tróia surpreendeu, o Hotel é excelente, o sítio magnífico, e acima de tudo, o maior destaque, vai para a Direcção do Casino. Não podia faltar aqui esta referência ao grupo de pessoas competentissimas, jovens, com uma mentalidade aberta e virada para o futuro, disponível para desafios e com vontade de fazer melhor, e o que muito me agradou, muito próximas do poker. Respira-se um ar novo naquele casino, onde os jogadores de poker são estimados por todos e onde me parece que vamos poder contar com várias iniciativas de qualidade.
Por tudo isto, parece-me que reúnem todas as condições para conseguirem ultrapassar a desvantagem da viagem incluir uns 15 minutos de barco, e mais um tempo de espera pelo mesmo, o que torna a coisa um bocado demorada.
Ainda do lado de Setúbal e, no tempo de espera pelo ferryboat, tirei estas fotos:


Chegámos a Tróia e só tivemos tempo para deixar as malas no Hotel e tirar mais esta fotografia.

O torneio Heads-up já estava a começar. O meu primeiro jogo era com o Sr. Jorge Carvalho e acabei por ganhar 2-0. No primeiro jogo, ganho vantagem nas blinds 50/100 quando faço 3bet allin num flop KdKc4d com AdJd, e o ouro acaba por sair no turn, contra KJ. O range dele raisar flop não é muito curto, já o tinha visto raisar bastantes vezes a cbet inclusivé com 2nd pairs, e tenho fold equity quando faço allin. No segundo jogo, tenho uma decisão bastante complicada. Faço raise com 8h9h, e o flop é 6c5h8c, faço cbet e levo call. o Turn é um 4d, e eu faço check call, para ver o river Jh e o allin do Sr. Jorge Carvalho de 3k fichas. Eu estava a abrir bastante, e ele a defender bastante tanto aos meus Open Raises como às minhas Cbets. Espero que ele aposte bastantes vezes quando faço check no Turn, mas como a board fica tão coordenada com 4 cartas para sequência, depois do meu call no Turn acho que o range dele está bastante polarizado para apostar no river. A minha read estava certa quando me disse que estava perante um bluff e fiz call para ganhar o segundo jogo (ele tinha T9).
No Heads-up seguinte saiu-me a fava ehehe, que é como quem diz o Diogo. Quem ganhasse aquele Heads up fazia pelo menos ITM, o outro… oh well, fui eu o outro… pelo menos, perdi para vencedor. Runnou como Deus e crackou os meus AAs, só isso! Estou a brincar, claro. A verdade é que não gosto de perder nem contra ele lol O HU ficou 2-1. Ganhei o 1.º jogo, straight vs straight, em que eu tinha o maior. No segundo jogo não consegui largar AA num flop 9h97h, e ele tinha K9 e foi a stack toda. No 3.º jogo, com as blinds já altíssimas, e eu já com 4,5k fichas (cerca de 10bbs), fiz call ao allin dele com K9 e ele tinha o queijo (99). Ele acabou por ficar em 1.º e eu tive que considerar bem empregue a minha derrota. Galo termos calhado um contra o outro :s

No dia seguinte, tive um almoço maravilhoso e começou o torneio 6max. Mas, sob pena deste post ficar tão grande que ninguém lê, continuo depois.

Tróia à vista

Ainda não tinha olhado como deve ser para estas imagens… e que boa surpresa :) Vai ser uma semana de poker, com torneio HU, 6max e 10max num sítio que me está a parecer… hummmm

Vai ser a primeira vez que vou jogar um torneio ao vivo Heads-up e também 6max. Estou ansiosa pela experiência e com muita vontade de ganhar.

Vou mandando notícias de lá, quer através do facebook, quer aqui no blog.

Para aguçar o apetite:

switch please… now please

Vamos no 6.º dia de 2012 e o meu gráfico está… doente. Este 2012 não começou nada bem. Fosse eu de teorias de conspiração e diria que ligaram o botãozinho das coisas más e que, neste início de ano, me está a caber a mim patrocinar a manutenção dos sapos nas mesas. Mas não sou de teorias de conspiração. Isto há-de passar, mas entretanto decidi que até Segunda-Feira vou-me dedicar a ver vídeos e ler mais do que o costume… É que, pela primeira vez na vida, senti que quase me tiraram do sério e que o meu jogo pode ter sido afectado negativamente pelas coisas que foram acontecendo nas mesas. Sendo assim, há que inspirar, expirar, saber que isto acontece a toda a gente, analisar o que foi azar, o que foi “não acredito que isto esta a acontecer outra vez: call!”, e voltar à carga… mas só Segunda-feira :)

Adeus 2011. Olá 2012!

2011 foi, sem dúvida, um ano de decisões… um ano diferente. E, no final, posso dizer que o balanço é muito positivo e estou muito feliz por tudo ter decorrido como decorreu, tanto a nível pessoal como profissional.
Foi neste ano que decidi levar o poker ainda mais a sério, e fazer dele profissão (a partir de Abril). Comecei a trabalhar na equipa EducaPoker, e fiz do poker o meu dia-a-dia, mas nem sempre consigo jogar tantas horas como queria. De qualquer forma, em 2011, consegui ultrapassar em muito o volume de jogo que tinha nos outros anos e espero que em 2012 consiga fazer mais volume ainda.
A entrada para a EducaPoker significou uma mudança brutal no meu jogo, tendo que me adaptar a um estilo diferente, mas que por opção, resolvi experimentar. Não tenho dúvidas que foi uma óptima opção, e que depois de consolidar esta mudança me vai permitir evoluir muito mais. Antes de entrar para este projecto, o volume de mãos que tinha jogado era bastante curto, mas a verdade é que tinha uma winrate bastante boa. Fazendo uma análise às minhas stats, jogava excessivamente tight e perdia imenso dinheiro nas blinds porque não as defendia convenientemente. A verdade é que o resultado final era muito bom e contra isso… claro que não jogava muitas mãos e tudo pode não passar do lado positivo da variância (um lado positivo bastante prolongado, diga-se :) ).
2011 foi mais um ano como jogadora patrocinada da Everest Poker, sala que me apoia desde o meu início nestas andanças, e à qual dedico todo o meu respeito pela confiança que me merece e pela segurança que me dá. Obrigada.
Em termos de resultados, posso dizer que estou mais contente pelo que sinto que foi a minha evolução no jogo. Tenho agora este jogo como assunto do meu quotidiano. Debater mãos é, hoje, algo que faço a toda a hora e isso deu-me “à vontade” em termos de “pensamento de jogo” que nunca tive.
Os resultados do ano, em termos live, não foram grande coisa, tendo apenas conseguido alcançar um 5º lugar na etapa especial do Estoril no início do ano. Online, apesar de não ter tido uma winrate brutal, o ano foi positivo e tenho a certeza que estou bastante melhor em cash games. Claro que tive que pagar as adaptações próprias de quem mudou completamente o jogo, o que se vê bastante bem, nas curvas do início do ano. Para 2012 quero, subir de nível mas para já, vou continuar a jogar NL100 durante uns tempitos.

Espero grandes coisas de 2012. Espero que este ano corresponda à expectativas.
Bom ano para vocês. Tudo de bom!!

À conversa com o FortySeven

Foi publicado um novo vídeo À Conversa com FortySeven. Mais um membro da grande equipa Educapoker.pt com quem tenho o prazer de trabalhar diariamente.
GG sir ;)

Main Events do Estoril e de Espinho

Dezembro é mês de Main Events dos torneios live em Portugal e aqui estou eu, chegada de Espinho. O resultado foi mais ou menos o mesmo do ME do Estoril: perdi, depois de 3 dias a jogar, a cerca de 10 lugares dos prémios… o vazio.

Claro que estamos sempre preparados para a variância que é mais que normal em meia dúzia de torneios, mas que custa sempre perder depois de dezenas de horas de jogo, à entrada dos prémios, lá isso custa…

Primeiro vou falar do ME de Espinho, que é o que está mais fresco na memória. O primeiro dia foi muito mau, apesar de ter acabado com a mesma stack com que comecei… Flopei 3 vezes top pair top kicker e bati 2 vezes contra dois pares (24 e 7T :s) e uma vez contra trio de 44. Recuperei as fichas perdidas e acabei o dia com pouco mais que 30k.
No dia 2, estava com cerca de 60k e tive 3 mãos muito boas que aumentaram muito a minha stack e me levaram para a chiplead do torneio. Primeiro, AA contra JJ num flop Js8sxc, em que faço cbet e depois de ser raisada já não largo, para ver runner runner flush e o meu double up; depois abro 88, faço call a 3bet e vamos allin num flop 8KsQs, contra AK; e finalmente, tenho KK na bb, e a acção vem em raise mp, 3bet allin de um short, faço call a esse allin e o raisar inicial também call para foldar flop dobrado.
Perco algumas fichas pouco depois nas blinds, quando abro na SB com T7 e a BB defende 8T e flopa 9QJ.
Já no último nível do dia 2 tenho AK UTG+1, e faço 3bet (16k) a raise UTG (6k), ele faz 40k deixando 30k atrás e eu vou allin… ele tem 66 e perco a corrida e quase 1/2 stack.

Vou para o dia 3 com 92k (que são cerca de 25bbs) e tenho 99 na bb, contra um allin de 12bbs feito pelo UTG… pago e ele tem JJ. Logo a seguir, UTG abre, eu UTG+1 tenho AQ e cerca de 10bbs… vou allin e bato em AK. Oh well… I’m out

No Estoril, a história foi semelhante, com a particularidade de ter começado o dia 2 com cerca de 60k fichas,e ter jogado este dia numa das melhores mesas que se disputaram em torneios live em POrtugal. Consegui ir das 60k às 130k sem showdown e depois dobrei nas blinds contra o JackDaniels, AA vs AQ.
No dia 3, o disco tocou a mesma música… primeiro tenho AQ vs KK que joguei para a stack de um jogador com 12 bbs e depois o meu AK bate em AA… e aí estou eu a ir para casa, a 10 lugares dos prémios depois de dezenas de horas de torneio.

Para a semana tenho ME da Figueira da Foz, e vamos lá ver se o “cósmico” não continua contra mim :)

Catarina Santos
Catarina Santos
Country: Cape Verde
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