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Um “danoninho” no PPM

Olá a todos,

As meias finas e a final do Poker Pro Masters já têm data, mas eu fiquei-me pelo “quase”… que é como quem diz pelos quartos de final. Já não foi mau para quem nunca se dedicou a estudar o jogo Heads-up, mas à medida que os jogos foram acontecendo, a auto-confiança aumentava e a “coisa”, diga-se 25 milinhos, chegou a ver-se lá ao fundo do túnel. Claro que o “danoninho” que faltava ía ser muito difícil de digerir, com adversários de muito peso que me íam tornar a vida muito difícil…

Na fase de grupos, fui experimentando as adaptações aos adversários que fui enfrentando, adoptando diferentes estratégias. Quer fazendo mais 3bet contra um, quer fazendo mais cbet contra outro, quer entrando mais no jogo das 4 bets contra outro, os matches obedeceram quase sempre a uma linha base: tirar partido da minha imagem, consolidá-la nos primeiros níveis, ganhar os potes possíveis, e tentar arrancar o maior número de fichas nas blinds 25/50 e 50/100, com base nos ranges mais curtos em que os adversários me colocavam.

Nos oitavos de final, acabei por ter a estrelinha nas fases finais dos matches, apesar do início ter sido penoso em quase todos eles. Não acertando, nem tendo joguinho decente, as poucas mãos em que tinha alguma coisa, acertavam sempre em coisa melhor, e os meus bluffs batiam nas paredes. De qualquer forma, nos spots de “meter todas” consegui partir à frente e ganhar a eliminatória.

Estrelinha foi coisa que “não me assistiu” nos quartos de final e acabei por sair derrotada. Com alguma infelicidade, vi-me a perder por 2-0, e consegui recuperar para os 2-2. Na negra, confirmou-se que não era o meu dia e os meus KK saíram derrotados contra um AQ, no que foi a minha última e infeliz mão na competição.

Continua o Esmone em prova, a representar a EducaPoker.pt, e claro que irei acompanhar as finais de perto, dando o meu contributo nos comentários.

Algumas promoções na Everest Poker

Queres construir banca? É verdade que sou bastante suspeita para falar da Everest Poker, mas a verdade é que a Everest tem bastantes ofertas vantajosas para quem com muito pouco quer fazer uma banca para voos mais altos. A gestão de banca é essencial para quem se dedica a este jogo, e por isso, convém estar atento a estas oportunidades.

O que é que a Everest Poker te oferece ao fazeres o teu primeiro depósito?
- Freeroll exclusivo de 500$ para jogadores portugueses e brasileiros que façam depósito mínimo de 5$.
- que tal jogares 30 freerolls de 1000$, 1 por dia durante 30 dias, num total de 30.000$ oferecidos.
- poderás com o teu primeiro depósito optar por receber 5 etickets de 1$ para jogar 5 torneios com buy-in a $1 como o Chip & Chair MTT a $1 e o Chip & Chair STT a $1; ou jogares nos Satélites Diários a $1 e ganhares um lugar nos torneios maiores.

A Everest lançou um novo calendário de torneios diários, com buy-ins para todos os gostos e culmina com o 50.000$ Big Prime, que se realiza todos os Domingos.

Poker Pro Masters

Decorridos 3 heads-up’s no Poker Pro Masters (competição com o apoio EducaPoker.pt, que estou a representar), concluída a 1.ª ronda da fase de grupos, perdi o primeiro HU, contra o Tejera, e ganhei os dois seguintes, contra o Zagalo e o Regueira. A classificação do grupo está bastante equilibrada e tudo se vai resolver na 2.ª ronda de HU’s.
Nunca dediquei grande tempo a jogar HU’s e por isso nunca senti que fossem a “minha praia”, mas os princípios do jogo estão lá e é tudo uma questão de adaptação. Espero já ter apanhado a corrente certa e que a primeira derrota tenha sido única :)
Esta competição atribui 25.000€ ao primeiro classificado, mas para chegar lá, temos um longo caminho a percorrer, com HU’s contra jogadores excelentes do panorama nacional.

Análise de mão NL100

Hoje foi lançado o vídeo da análise feita pelo João Barbosa a uma mão jogada por mim e que me suscitou dúvidas. Coloquei-a no fórum da Educapoker.pt onde foi discutida aqui e agora temos o vídeo com a análise do João.
Esta iniciativa está a ser levada a cabo para várias mãos lançadas para este efeito no fórum. Apareçam ;)

PPS Espinho

O PPS Espinho decorreu no último fim-de-semana. Começamos com 15k fichas, níveis de 60 minutos, 143 entradas.
A partir do 3.º ou 4.º nível fiquei a saber que não podiamos ter o telemóvel na mesa e por isso tornou-se mais complicado anotar mãos. No entanto, as mãos dos primeiros níveis ainda ficaram registadas. A mesa estava bastante activa, nomeadamente com um russo vencedor de 2 Super Tuesday’s, João Droppz Costa, Carlos Tacuara Branco, Miguel WolfieAA Lobo. Umas quantas eliminações logo nos primeiros níveis eram reflexo de que as coisas estavam bastante on fire.
Joguei uma das primeiras mãos contra o russo, na qual raiso utg para 150 com KQ e recebo call do BTN. Flop 894dd. Eu 225 e ele raisa para 550. Não estava de todo a contar que ele foldasse à cbet e tenho a certeza que já me rotulou de weakzinha :) Temos duas over cards e um minraise. Call. O Turn é um A e checkamos para apostar no river que é uma blank e ele foldar.
Uma mãos a seguir tenho TT e faço squeeze, perante raise EP e dois calls e depois dá-se uma mão interessante entre mim e o João Costa. Tenho 77 e raiso utg2 e levo dois calls. O flop 964hh e faço cbet. O João dá-me call. O Turn é um A e opto por fazer check call a uma aposta do João de 1200 o River foi um K e ele aposta 2750… Estou a representar mid pairs e o T e o R são cartas perfeitas para ele me bluffar, depois do check/call no Turn é provável que ele vá explorar essa “fraqueza”… Contudo, pelo meu lado, o turn e o river encaixam em possíveis flushdraws com A ou K que ele pudesse ter… Optei por foldar. Apesar de ainda ter pensado uns tempos, call com 4.º par no início do torneio sem grandes informações do jogador não me agradou … ele mostrou um 8d :)
A seguir elimino um jogador da seguinte forma, no Cutoff o WolfieAA faz raise para 300, a SB call e eu faço squeeze para 1400 com TT. O Lobo folda e a SB raisa para 3600… ora… mas qué qué isto? Estaremos em trap ou achas que estou a fazer squeeze light? É que, pela forma como ele fez call ao open raise no Lobo, por estarmos logo no início do torneio, ser menos provável um jogador esteja a fazer trap nas posições de roubo com premiuns, por já lhe ter defendido uma blinds em raise e ele me ter visto a fazer um squeeze em que ele era um dos callers, estava mesmo inclinada para aquilo não ser trap nenhuma. Ele apostou 3600 e deixou 8/9k fichas para trás… Encostei e ele, após algum tempo, fez call… “ora… valha-me Deus que já foste”, pensei eu… mas não afinal a read estava certa e ele apresentou-se com 88… holdou :)
Mesmo antes do intervalo tive outra mão contra o João Costa. Tenho AsTs e há raise utg e o João faz call e eu na BB também faço call. Esta é uma das mãos que não tenho apontada por isso e por isso só tenho ideias gerais que me lembro de ter pensado para dar call aos 3 barris que ele mandou. No flop vem o meu A e depois a board fica bastante coordenada com o flush e a sequência a bater. Com um A, acho que ele não vai apostar aqueles três barris… Esta é daquelas mãos que teria foldado se não estivesse a jogar naquela mesa com ele há 3 horas :) Ele tinha JJ e ganhei o pote.
Estava já nas 27k no primeiro intervalo do dia, mas não duraram muito, porque logo nos níveis seguintes dobrei o WolfieAA :s… ele abre no BTN 600 (estava a abrir todos os potes que chegassem até ele por abrir nestas posições), a SB fold e eu tenho TT na BB e faço 3bet para 1650. Ele põe 3600 e tem 11k para trás…. o vazioooooo… what about now?? A doutrina diverge :) Para uns é uma jogada standard, nada a fazer… para outros, seria fold…. segundo ele, se estivesse a jogar contra ele próprio aquele spot era allin todos os dias :) Ele tinha JJ.
Fiquei com cerca de 10k, e ainda consigo subir às 18k que é como acabo o dia. Estava mais que desiludida porque estava a sentir-me tão bem a jogar o início do torneio e depois aquele spot destruiu-me… that’s poker. No dia seguinte, passa a bb por mim, estou com cerca de 17k. Sou a SB e abro para 1900 e recebo call… O flop é K6ss2 e faço cbet para 2300 e recebo call… Aqui é a parte que devia respirar fundo, contar até 10 e saber que bato em paredes… mas não… fiz check/raise allin para ir tentar buscar um pote em que já tinha investido 1/4 da minha stack e ainda acho que conseguia fazer foldar K9-… Ele apostou 3200 no turn e eu encostei 13k… Ele tinha KQ e fomos para o rail. NEXtttt…

Vamos a contas #Setembro

Continuo a jogar EP35, apesar de não estar a desperdiçar a oportunidade de ficar com adversários mais interessantes, quando estou mais deep. Os resultados em termos de EVbb/100 estão melhores em relação ao mês passado, mas há stats com valores que quero ver se corrijo (e que acho que estavam melhor em Agosto), nomeadamente: o open raise na SB, que quero ver se aumento (diminuí o range para os 50% quando joguei contra adversários com alta 3bet na bb vs sb); o W$WSF com mais uns 2 ou 3 pontinhos ficava bem melhor; o valor de squeeze diminuiu em relação ao mês passado e ficou semelhante à 3bet, enquanto o ideal seria estar uns pontitos acima do valor da 3bet; e finalmente, mas muitoo importante, o river call efficiency está demasiado alto o que significa que estou a deixar passar alguns spots em que deveria fazer call no river…

Assim, de repente, parece-me que serão estas as correcções para Outubro.

Ficam aqui os gráficos e stats:
Gráfico geral

Gráfico jogo Preflop:

Gráfico jogo Postflop:

Stats:

Já lá vai o tempo em que os meus 3 barris obrigavam a foldar 2nd pair… :)

Este fim-de-semana jogou-se a Etapa Especial do Estoril Poker Challenge, que começou na sexta-feira ao final da tarde e prolongou-se, para mim, até Sábado à hora de jantar. Passei ao Dia 2 com um número de fichas confortável (o torneio começou com 30k fichas e passei ao dia 2 com 49k).
O início do Dia 2 também foi tranquilo, e consegui crescer a stack até às cerca das 70k praticamente sem showdown, e em potes relativamente pequenos. Este torneio, aliás, o fim deste torneio conta-se em duas lutas de blinds e, depois, uma mão final que me faz ir jantar com mais tempo.
Quando eu era BTN, a BB estava sitout (alguém que passou ao dia 2 e não apareceu), o que fez com que estivesse a abrir bastantes potes no BTN. Depois de várias jogadas contra a SB, que começou a defender a BB sitout, tenho um Ac6c que raiso e faço cbet no flop Ah6hQ, recebendo reraise. Optei pelo shove e depois de bastante tempo a pensar, o jogador folda. Era um jogador desconfiado e eu optei pelo shove, já que, para além de estar lá o FD, ao fazer shove queria levar call de um A, que achasse que eu poderia ter flushdraw? Apior?bluff?, visto estarmos numa luta de blinds. Para além disso, temi que a acção esmorecesse se a board ficasse mais complicada. Não mostrei a mão.
Uma órbita mais tarde, volto a raisar na SB e recebo novamente call da BB. Foi o que se chama um call “resmungão”, com murmúrios de que a brincadeira já se estava a tornar problemática e que não podia ser estar sempre a raisar-lhe a blind…Estou a jogar contra um jogador que está a defender praticamente 100% a BB, e por isso, tem um range enorme. O flop vem J5s3s, faço cbet de 1/2 pote e ele call. Se eu acho que o range dele é enorme e que estou a jogar contra um jogador desconfiado, acho que ele vai muitas vezes fazer um call no flop, porque acha que eu não tenho nada. O Turn é um 2 e volto a apostar 1/2 pote, ao qual ele volta a fazer call muito rápido. Depois do call no T, já lhe atribuo um range mais curto… ora, a minha estratégia neste momento era obrigar o jogador a foldar middle pairs, J fraco e mesmo draws (que não batia com o meu 9high:s) E o river é uma Q. É uma carta que assenta no meu range e que me pode ajudar a fazê-lo foldar. Portanto, resolvi mandar um 3º barril, desta vez de pote, que representava grande parte das nossas stacks. Ao fazer call, estaria a colocar em risco o torneio. E por isso, acreditei que era capaz de foldar o J”caquinha” que tinha… Depois de muito, muito tempo a pensar, fez call. Ora bem, a cereja no topo do bolo é que disse que nunca teria feito o call se tivesse visto que eu tinha jogo na mão do A6, em que lhe shovo o flop… É caso para dizer, “não dava para trocar a ordem das mãos???” :)
Fiquei com cerca de 17 bbs, e passado poucas mãos, depois de ter feito resteal a um raise do Skyboy, faço novamente resteal com 66 a um raise do André Dias, que está no hijack (eu estou no cutoff). A SB acorda com AA e pronto, conta-se assim o fim do meu torneio.
Sinto-me mais confortável a jogar mais mãos nos torneios e isso faz-me sentir bem… claro que senti um vazio enorme ao sair deste, visto que, se não me tivesse envolvido desta forma naquela mão, tudo poderia ser diferente, já que estava bastante bem naquela altura. Não me arrependo, porque me está a dar muito mais prazer ser eu a procurar spots, jogadas e mãos e não tanto limitar-me a deixar que sejam as mãos e as jogadas a encontrar-me a mim.

It’s my turn now

Como já tinha dito no vídeo sobre o flyerr, gravamos um outro sobre mim e, portanto, cá está. Conversé sobre vidas presentes e passadas, quiçã futuras, objectivos, projectos. E assim se faz meio aninho de vida :)

O Graal n(d)estas lendas

Durante vários anos, na minha adolescência, fui colada em livros sobre as lendas arturianas, Avalon, druidas, que devorava à velocidade da luz… aquelas coisas sempre me fascinaram e fui construindo cenários na minha imaginação que nunca corresponderam aos filmes que via sobre o assunto… mal começava o filme já estava desiludida a pensar “isto não era assim…”. É que, como lendas que são, as versões são inúmeras… mas para mim, a Marion Zimmer Bradley é que detém o Santo Graal destes mundos. Como não sou de ler duas vezes o mesmo livro, e também não queria destruir as memórias tão boas de ler aqueles livros, nunca mais voltei a pegar neles… não vá já nada ser o que era…
Ontem começou uma série na Fox sobre estas lendas, chamada Camelot. Ora, como não poderia deixar de ser, marquei na agenda das prioridades e às 22.15 lá estava eu pregada à TV à espera do início… Passaram dois episódios, e como sempre, houve momentos de… mehhh… depois dos livros isto é uma gaita… de qualquer forma, ainda lhes dei alguns créditos para os próximos episódios.

No Sábado, finalmente, chegou a secretária que tinha encomendado há um mês e o meu computador já tem poiso. Assim, estando preenchidas as condições de trabalho lá em casa, foi um fim-de-semana inteirinho de trabalho… Apesar disso, tive duas sessões horrendas de NL100, em que perdi o lucro do mês, e nem me apetece falar disso… e, como já tinha planeado há uns tempos, pus umas migalhinhas de lado para ir cheirar as bets :) claro que o over no meu Benfica estava garantido sem sofrimento nenhum! Carregaaaaa :)

À conversa com o flyerr

Esta semana, eu e o flyerr gravamos dois vídeos, estilo conversinha informal sobre a vida, o poker, os planos e objectivos. O primeiro é este, sobre o flyerr.

Catarina Santos
Catarina Santos
Country: Cape Verde
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